Psicologia

09/02/2017

Luz e Sombra

Luz e Trevas

O ser humano possui luz e sombra. Nossa totalidade inclui nosso lado iluminado e nosso lado sombrio. Conhecer-se é integrar a luz e as trevas.

Cada um de nós tem uma persona. Nosso jeitão de ser. Normalmente buscamos adequar esta persona com nosso ideal de ego, ideal este construído ainda na infância: é bom ser boazinha, chorar é feio, fugir é para fracos, erros são inadmissíveis, relacionamentos estão fadados ao fracasso, o sucesso material é sinônimo de felicidade, poder e sucesso acima de tudo, enfim, muitos e muitos ideais que são apreendidos e seguidos ao longo da vida.

Parece sempre haver disposição para defender nosso caráter.

O próprio termo “ideal de ego” já traz em si um paradigma: ideal a quem? Para quê? Em qual situação? 

Essa persona - termo jungiano - ou nosso Caráter-como diria Reich - é apenas a camada superficial de nossa personalidade, uma fatia de um todo muito maior.
Jung deu uma definição direta e clara da sombra: “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”.

Encarar nossa sombra é assustador.
Os muros divisórios que mantinha a auto imagem enclausurada e na qual podíamos sentir segurança caem. Existe uma explosão, um rompimento, uma avalanche e uma enxurrada de sentimentos antes desconhecidos aparecem.
Aceitar o risco de romper-se e ir além da auto imagem e do ideal de ego é como atravessar uma floresta pela noite escura. Mas esta caminhada se faz necessária. Em nossa sombra se encontra as feramentas e tesouros necessários ao desenvolvimento pessoal.

Na Psicoterapia este é um momento de grande revelação e descoberta. Possibilita olhar para a sombra, desafiar teu caráter e redescobrir-se mais inteiro.

“A hora mais escura da noite é antes do amanhecer.”


"O principal objetivo da terapia psicológica, não é
transportar o paciente para um impossível estado de
felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e
paciência diante do sofrimento. A vida acontece num
equilíbrio entre a alegria e a dor."Carl Jung