Psicologia

19/04/2016

Comunicação Efetiva

Comunicação Efetiva

Num diálogo você pode ter toda a razão do mundo porém se não souber como dizê-la, você a perderá. Aqueles que sabem utilizar as palavras certas podem dizer quase tudo para alguém sem ofendê-la. Aqueles que detêm o conhecimento da comunicação emocional destacam-se pois, são verdadeiros, honestos consigo e com os outros e geram discussões construtivas. A comunicação costuma ser a ferramenta mais importante de um grande líder.

Qual o segredo de uma boa comunicação? Como dizer aquilo que quer e gerar uma resposta positiva?

Primeiro é necessário compreender que não há relacionamento íntimo sem diálogo. A ausência de diálogo pode ser um sinal de distanciamento emocional. Debater idéias é o atrito necessário para transforrmar um cristal em pedra preciosa. Ultilizado demais desgasta, de menos não gera transformação, nem intimidade. O ponto é aprender a comunicar-se.

Existem três principais elementos, que serão aqui expostos, que destroem uma boa comunicação e geram resistência. Desta forma, o diálogo se torna uma batalha. Em todas as batalhas temos vencedores e perdedores. Numa discussão não há necessidade de vencedores e perdedores. Este não tem que ser o objetivo de nenhuma conversa. A conversa é o atrito utilizado em dose suficiente para polir, dar brilho e durabilidade.    

O primeiro elemento que deve ser evitado é a Crítica. Diante da crítica só resta um violento contra ataque. Provavelmente, se havia uma queixa válida, ela não será ouvida. Desaprova-se o caráter de alguém em vez de simplesmente dizer o motivo da queixa. Lembre-se: o caráter sempre será defendido com unhas e dentes.  Perceba estas duas diferentes maneiras de comunicação:

1-“Você é egoísta. Sempre pensa em você. Eu fico aqui esperando. É um insensível!”.

2-“Quando fico te esperando, sem saber que horas vai chegar, me sinto esquecida, fico triste e magoada.” 

Peceba que o ponto de vista mudou. Mais importante é o sentimento em relação ao acontecimento. Diante de um sentimento sincero o outro tem mais chances de perceber o que a ação dele gerou e refletir carinhosamente.

Segundo elemento é o Desprezo. Este pode ser o mais violento e destruidor. Desprezo e sarcasmo andam juntos. Um olhar para o teto enquanto ouve o que o outro diz, um fechar de olhos, uma ligeira risada, uma cara de nojo, ou até mesmo um: Sei...sei... Qualquer resposta que deprecie o que o outro está falando atinge diretamente o coração e praticamente impossibilita a solução pacífica da situação.

O terceiro é o Contra Ataque. A mágoa pelo o contra ataque a outra parte aumenta o tom das críticas e desagrados. A escalada pode prosseguir até um ponto insuportável, destruindo a relação pela rejeição. Ou, na melhor das hipóteses, o contra ataque é bem sucedido e a outra parte é destruida. Esse tipo de vitória deixa o outro ferido e ofendido o que aumentará a distância emocional e tornará o convívio difícil e doloroso.  

Quais são, então, os príncipios da comunicação eficaz? A comunicação que transmite a mensagem sem magoar? A comunicação que traz um efeito positivo? Quais os princípios da comunicação Não-Violenta?

O primeiro passo é substituir o julgamento e a crítica pela descrição objetivas dos fatos. Quanto mais específico e objetivo, maior as chances da reação ser positiva e não reativa. Ao invês de dizer: “Você é surdo. Parece que não aprende. Que burrice.” Diga: “Quando falo com você, mas percebo que não me ouve e nem olha, fica difícil para nos entendermos.” Ou ainda: “Este relatório está um lixo.” Seja mais objetivo: “Se colocar três idéias que provem seu argumento este relatório ficará melhor.”

A suspensão do julgamento é a chave para a comunicação saudável. Quando, simplesmente, comunicamos nossos sentimentos, ninguém pode discutir. Ex: “Quando não chega no horário fico chateada.”   Não há como a outra pessoa contrapor este argumento, pois é um sentimento teu. Pode ser que o outro pense que você não deveria se sentir assim, mas isso não cabe a ele julgar.

A frase começa com EU em vez de com VOCÊ. Ao falar de mim, não critíco nem julgo. Reafirmo o que sinto, o que é importante para mim, sem machucar o outro. Ser autêntico e sincero com os próprios sentimentos sem criticar o outro. Esta é a honestidade que muitas vezes desarma e gera a possibilidade de cooperação e entendimento.

Há tanto para falar sobre este tema. A comunicação é a geradora de tantos conflitos. Porém,  quando bem utilizada, pode pacificar muitas situações, criar relacionamentos mais próximos, cooperativos e amorosos.

Saiba mais no site             ‘Center For Nonviolent Communicattion’            http://www.cnvc.org